Com uma câmera analógica nas mãos e os pés em estrada da região de São José do Rio Preto, Santiago Garcia começa a produção de seu mais novo projeto cultural: "E aí, meu Chapa?".
Esta iniciativa conta com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo por meio da Lei Paulo Gustavo e visa dar visibilidade a um ofício pouco reconhecido, mas essencial para a dinâmica logística das cidades: os Chapas.
Esses trabalhadores atuam na beira das estradas, faça sol ou faça chuva, ajudando caminhoneiros no carregamento e descarregamento de mercadorias entre uma cidade e outra do Brasil. "Foi a curiosidade de ouvir essas histórias e fotografar essas pessoas que me levou a escrever esse projeto", revela Santiago.
Nos próximos meses, quem passar por trechos da BR 153 que corta Rio Preto, ou na Washington Luís, poderá presenciar esses encontros entre o fotógrafo e os chapas, que estão acontecendo de forma espontânea, sem hora marcada.
Sobre o Projeto
"E aí, meu Chapa?" É um trabalho fotográfico inédito em nível nacional, que se dedica a documentar e divulgar o cotidiano dos Chapas, profissionais que auxiliam caminhoneiros na localização de centros de distribuição e no carregamento e descarregamento de cargas. A iniciativa busca resgatar a importância desse ofício, muitas vezes marginalizado e invisibilizado pela sociedade.
Para cumprir esse objetivo, o projeto chegará ao público da seguinte forma:
Publicação de um livro fotográfico - Uma coletânea de imagens captadas ao longo do projeto, acompanhadas de relatos e contextos que dão voz aos Chapas.
Criação de um perfil no Instagram - Um espaço dedicado à divulgação do projeto, ampliando seu alcance e permitindo a interação com o público.
Realização de um workshop e oficina – Atividades formativas que abordarão temas como fotografia documental, editoração de livros fotográficos e a história e relevância dos Chapas na sociedade.
Segundo Santiago, o projeto está sendo desenvolvido por meio de uma abordagem fotográfica analógica com câmeras e filmes de pequeno ou médio formato. "O processo de revelação e edição será realizado manualmente, garantindo a autenticidade e qualidade das imagens. E a curadoria das fotografias será criteriosa, com análise detalhada das imagens para compor uma narrativa visual significativa", explica.
A diagramação e impressão do livro seguirá padrões profissionais, com ISBN registrado e tiragem definida conforme os recursos do edital. Para que as pessoas possam acompanhar toda jornada do fotógrafo, será criado um perfil no Instagram com detalhes do processo criativo, making of e curiosidades do projeto.
Já o workshop oferecerá 80 vagas proporcionando formação e experiência prática para os participantes.
Sobre Santiago
SANTIAGO NALIATO GARCIA é formado em Jornalismo pela Unesp de Bauru há 20 anos. Começou com a fotografia analógica, fotografando cotidianamente com uma Nikon F50 (que tem até hoje). Nos últimos 13 anos se dedicou na sua formação docente com os cursos de especialização, mestrado (também feitos na Unesp) e o doutorado no curso de Comunicação da ECA, na Universidade de São Paulo – USP, no qual estudou a fotografia na cidade de São José do Rio Preto-SP em aspectos acervológicos, de memória e preservação. É professor universitário para os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG/FRUTAL no qual, atualmente, também atua como coordenador de Jornalismo.
Já realizou dezenas de exposições individuais e coletivas e editou livros como Cidade Humana, Velho Santiago (Crônicas), Astrofotografia, Da Janela Lateral, entre outros. Santiago contabiliza inúmeros prêmios recebidos e projetos aprovados como Nelson Seixas, Lei Paulo Gustavo, Bienal de Artes Plásticas de Rio Preto, Concurso Fotográfico Fotografia no Campus – Unesp Bauru, entre outros.


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